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Pesquisa da UFSM revela que 65% dos entrevistados relataram piora na saúde mental durante a pandemia

86% dos participantes do estudo informaram ter adotado medidas de isolamento para reduzir riscos de contaminação pelo coronavírus.

Com a participação de 3,6 mil pessoas, um estudo coordenado por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) confirma o que muita gente já havia percebido no dia a dia: para 65% dos entrevistados, a saúde mental piorou desde que a pandemia do coronavírus revirou a vida pelo avesso e impôs o distanciamento social. A percepção faz parte das conclusões da primeira fase da pesquisa, que começou em abril e terá duração de seis meses.

Liderado pelo Departamento de Neuropsiquiatria da UFSM, o projeto é virtual e tem o apoio de cientistas de outras instituições, como o Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) e as universidades Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Federal de São Paulo (Unifesp) e Franciscana (UFN).

Para traçar os efeitos psicológicos da covid-19 no país, o grupo criou uma série de questionários online, abertos a qualquer brasileiro acima de 18 anos. Ao todo, 3.633 responderam o primeiro deles, a maioria do Rio Grande do Sul (74,5%), mulheres (76,3%), de cor branca (85,6%), com idade entre 18 e 29 anos (51%), escolaridade elevada (54,4% com Ensino Superior completo ou pós-graduação) e renda familiar acima de R$ 2.005 (80,9%).

Desse universo, 86% informaram ter adotado medidas de isolamento. Para 46,6% do total, a saúde mental “piorou um pouco” com as restrições à circulação e para 18,4%, “piorou muito”. Segundo os pesquisadores, quem estava em confinamento apresentou mais sintomas de estresse, ansiedade , depressão e estresse pós-traumático.

— A amostra não é representativa da população como um todo, mas ajuda a entender o que se passa em um estrato específico da sociedade. Nós já esperávamos que haveria essa percepção de piora. Quando o questionário foi aplicado, fazia apenas um mês que havia começado o distanciamento social. Foi uma fase de maior estresse, em que as pessoas precisavam se adaptar — avalia Vitor Crestani Calegaro, coordenador do projeto e psiquiatra do HUSM.

Ainda que a maior parte dos envolvidos tenha identificado agravamento no quadro emocional, 67,5% informaram não fazer tratamento psicológico ou psiquiátrico e 15,4% afirmaram ter interrompido as consultas devido à quarentena. Somente 11,7% declararam manter sessões online e 5,4%, presenciais. Isso é motivo de preocupação.

— O grande objetivo da pesquisa é reunir dados concretos para dar suporte a intervenções. Quem vinha em tratamento e interrompeu, teve níveis mais altos de estresse e de ansiedade. Pensou-se muito em conter o contágio, e a maior parte dos serviços psicológicos e psiquiátricos fechou. A ferramenta online é a solução, mas, do ponto de vista da saúde pública, isso ainda é um grande desafio e precisa ser discutido. A saúde mental não pode ser negligenciada — defende Calegaro.

Para ver mais resultados da primeira fase da pesquisa, basta acessar o site da iniciativa. Enquanto isso, a segunda etapa já está em andamento. Mesmo quem não participou a parte inicial, pode ser incluído. Para isso, é só seguir os passos descritos a seguir. Uma das preocupações dos autores é ampliar o alcance do levantamento, atingindo outros estratos sociais.

O estudo

Envolve o monitoramento da evolução de sintomas de transtorno de estresse pós-traumático, de depressão e de ansiedade durante a pandemia da covid-19 em brasileiros.

Objetivos

  • Saber como as pessoas estão enfrentando a pandemia, quais fatores estão relacionados aos sintomas emocionais, cognitivos e comportamentais, e como os sintomas evoluem ao longo do tempo
  • Isolamento, contágio, problemas financeiros, estigma e tédio são fatores que, segundo os pesquisadores, geram estresse durante a pandemia e podem precipitar transtornos mentais
  • As evidências científicas produzidas servirão como referência para ações de intervenção governamentais e privadas

Como participar

  • Entre no site covidpsiq.org
  • Clique em “quero participar” e siga as orientações
  • Responda todas as perguntas da forma mais honesta possível e não se preocupe: todos os dados fornecidos serão mantidos em sigilo
  • O questionário da segunda fase deve ser respondido até o próximo dia 30

Quanto tempo

  • A pesquisa tem duração de seis meses, divididos em quatro etapas (a primeira já foi concluída)
  • Você será convidado a preencher novos questionários à medida que o estudo passar de fase
  • Para não esquecer, receberá um novo e-mail a cada etapa

Mais detalhes

Para tirar dúvidas, entre em contato com os pesquisadores pelo e-mail covid19psiqufsm@gmail.com

Foto: Arquivo / Diário de Santa Maria

Fonte: GaúchaZH

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