Os agraciados deste ano são o Ministério das Mulheres; a Embaixada da França no Brasil; Márcio de Araújo Pereira, ex-presidente do Confap; e Mitzi Gurgel, diretora-geral do Instituto Rio Branco, do Ministério das Relações Exteriores
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) anuncia os contemplados com a Menção Especial de Agradecimentos em 2026. A premiação é concedida em reconhecimento a pessoas físicas ou jurídicas pelos significativos serviços prestados ao crescimento, desenvolvimento, aprimoramento e divulgação do CNPq no ano anterior. A cerimônia de premiação será realizada no dia 08 de maio, na escola Naval da Marinha, no Rio de Janeiro, junto a entrega de duas outras honrarias do CNPq: o Prêmio Almirante Álvaro Alberto e os títulos de Pesquisador(a) Emérito(a).
Os agraciados deste ano são duas instituições – o Ministério das Mulheres e a Embaixada da França no Brasil – e duas pessoas – Márcio de Araújo Pereira, ex-presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap); e a Embaixadora Mitzi Gurgel Valente da Costa, atual Diretora-Geral do Instituto Rio Branco, do Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Graduado em Administração pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, com Mestrado em Agronegócios na mesma instituição e doutorado em Desenvolvimento Rural pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Márcio Pereira é professor associado da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul desde 2013, tendo ocupado a função de Pró-Reitor de Administração e Planejamento da instituição de 2015 a 2016. Ele foi Diretor-Presidente da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (FUNDECT/MS) de 2017 a 2025. Nesse período, liderou a ampliação dos investimentos estaduais em ciência, tecnologia e inovação. Entre 2018 e 2019, também participou do Global Innovation Policy Accelerator da Nesta Foundation, do Reino Unido. Pereira foi membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia – CCT de 2023 a 2025 e participou do Grupo de Trabalho da Estratégia Nacional de CT&I (ENCTI 2023-2030/MCTI). Ele atua nas áreas de políticas públicas de CT&I, desenvolvimento regional e governança institucional.
Ministra de Primeira Classe, a Embaixadora Mitzi Gurgel, por sua vez, é diplomata de carreira desde 1978. Na Secretaria de Estado, ela atuou em áreas como Comunicações e Documentação, Serviço Exterior, Meio Ambiente e Imigração e Assuntos Jurídicos Internacionais, tendo integrado o Conselho Nacional de Imigração. No exterior, serviu nos consulados em Los Angeles e Sydney, nas Embaixadas em Copenhague e Londres, e em missões junto à ALADI, em Montevidéu, e à FAO, em Roma. Foi Embaixadora do Brasil no Sultanato de Omã e Representante Permanente junto à Organização da Aviação Civil Internacional, em Montreal. Recentemente, exerceu o cargo de Cônsul-Geral do Brasil em Mendoza, na Argentina.
A Menção Especial de Agradecimentos concedida a pessoas jurídicas contemplou o Ministério das Mulheres, órgão com que o CNPq mantêm parceria ativa no desenvolvimento de iniciativas voltadas à promoção da equidade de gênero nas áreas de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), com foco na ampliação da participação e valorização das mulheres nesses campos. De acordo com texto institucional do próprio Ministério, a cooperação entre as instituições contribui para o reconhecimento de trajetórias, o fortalecimento da presença feminina na produção científica e o estímulo a ambientes mais inclusivos e igualitários no campo acadêmico e tecnológico. “Essa agenda está alinhada a um conjunto mais amplo de políticas implementadas pelo Ministério das Mulheres, que buscam promover a autonomia econômica, a ampliação do acesso à educação e ao conhecimento, a inclusão produtiva, a redução das desigualdades e o enfrentamento às diversas formas de violência contra as mulheres”, lembra o texto. Segundo o Ministério, a parceria com o CNPq reforça tratamento integrado das políticas públicas, articulando ciência, educação e promoção de direitos como elementos centrais para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
A Embaixada da França no Brasil foi a outra instituição agraciada com a Menção Especial de Agradecimentos deste ano. Em texto institucional, a Embaixada lembra que há décadas trabalha em parceria com o CNPq, para fortalecer as relações entre pesquisadores brasileiros e franceses. O primeiro Acordo de Cooperação Científica Brasil-França foi firmado em 1968 e o CNPq assinou seu primeiro convênio com o Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS) em 1975. “Hoje, a cooperação está mais vívida do que nunca. O CNPq tem acordos com grandes institutos franceses de pesquisa, como CNRS, IRD e CIRAD, e conta com o apoio da Embaixada nessa mediação. Assim, o CNPq e a Embaixada da França no Brasil trabalham juntos para promover uma ciência forte, partilhada e eficaz, ao benefício dos nossos cidadãos e do mundo.”
Além dos convênios, a Embaixada e o CNPq são parceiros no diálogo estratégico, em especial por meio da Comissão Estratégica Mista Brasil-França da Cooperação em Ciência, Tecnologia e Inovação (Comixte). Dando seguimento à Comixte de 2024, o CNPq abriu editais conjuntos com a Agence Nationale de la Recherche (ANR), e com o IRD no âmbito do Centro Franco-Brasileiro da Biodioversidade Amazônica (CFBBA). Além disso, aderiu à Plataforma Brasil-França de Pesquisa Internacional em Saúde Global (PRISME).