Seleção permite envio de propostas até 30 de setembro para projetos empresariais com risco tecnológico na cadeia de semicondutores. Iniciativa faz parte do Mais Inova Brasil
Tecnologias mais rápidas, equipamentos mais eficientes e soluções digitais que chegam ao cotidiano das pessoas dependem de um componente quase invisível, mas essencial: os semicondutores. Para fortalecer essa base estratégica no Brasil, o Governo do Brasil abriu uma chamada pública com R$ 100 milhões em recursos para projetos de inovação no setor, com foco em transformar pesquisa em aplicações concretas.
A iniciativa faz parte da segunda rodada do programa Mais Inovação Brasil e tem como foco apoiar empresas que desenvolvem tecnologias com elevado grau de incerteza, típicas de projetos de pesquisa e desenvolvimento. As propostas podem ser submetidas até 30 de setembro de 2026, às 17 horas.
Veja o edital do Finep Mais Inovação Brasil — Rodada 2 — Semicondutores
Segundo a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, o fortalecimento desse segmento é estratégico para o País. “Investir em semicondutores é investir na base tecnológica que sustenta a indústria moderna. Nosso objetivo é ampliar a capacidade nacional, integrar ciência e setor produtivo e gerar soluções que contribuam para o desenvolvimento econômico e social”, afirmou.
Integração entre empresas e ciência
O edital é voltado a empresas brasileiras com fins lucrativos que comprovem atuação em pesquisa e desenvolvimento. Um dos requisitos centrais é a parceria obrigatória com instituições científicas, tecnológicas e de inovação (ICTs), promovendo a conexão entre conhecimento acadêmico e aplicação no mercado.
A proposta pode ser apresentada de forma individual ou em rede, com participação de mais de uma empresa. Cada organização pode integrar até duas submissões, respeitando os limites definidos no regulamento.
Os recursos são concedidos por meio de subvenção econômica, modalidade de apoio público que não exige devolução financeira, desde que as regras do edital sejam cumpridas. O foco está em iniciativas cujo resultado não é garantido no momento da execução, característica comum em projetos de pesquisa e desenvolvimento.
Podem ser financiadas atividades como criação ou aprimoramento de produtos e processos, prototipagem, testes, certificação e ações relacionadas à proteção de propriedade intelectual.
Ascom/MCTI
Etapas de avaliação
A seleção ocorre em duas fases. A primeira é a habilitação, que verifica critérios formais, documentação e capacidade financeira da empresa. A segunda é a análise de mérito, que avalia aspectos como grau de inovação, relevância da proposta, qualificação da equipe e impacto esperado.
Também são considerados fatores como potencial de mercado, nível de incerteza tecnológica e integração com ICTs. Projetos desenvolvidos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste podem receber pontuação adicional.
Contexto da política industrial
A chamada faz parte da segunda rodada do programa Mais Inovação Brasil, que prevê R$ 3,3 bilhões em recursos para diferentes áreas estratégicas. A iniciativa está alinhada à política Nova Indústria Brasil, que orienta ações para fortalecer cadeias produtivas e ampliar a competitividade nacional.
No recorte de semicondutores, o investimento de R$ 100 milhões busca estimular o desenvolvimento de tecnologias consideradas essenciais para setores como eletrônicos, telecomunicações, saúde e defesa, ampliando a capacidade do País de produzir soluções próprias e reduzir dependências externas.