MEC e Inep recebem, em Brasília, reunião internacional de alta cúpula do PISA

Delegados de mais de 60 países trocam experiências em políticas educacionais e traçam objetivos conjuntos no âmbito da educação mundial

Até sexta-feira (10) de abril, Brasília é sede da 61ª Reunião do Conselho de Governança do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). O encontro reúne delegados de mais de 60 países com o objetivo de garantir que as avaliações educacionais sejam comparáveis internacionalmente para, subsidiar a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Além de coordenadora do Pisa, a OCDE é responsável por discutir o atendimento às necessidades educacionais dos países participantes do Programa.

Representando o ministro da Educação, Leonardo Barchini, a secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt, deu as boas-vindas ao grupo. “Ao sediar esta reunião, o Brasil conecta suas avaliações aos diferentes tempos e movimentos das aprendizagens, levando em conta a diversidade do nosso país para melhorar os resultados educacionais. Para nós, as avaliações não se resumem a esses resultados – elas precisam estar inseridas em estratégias pedagógicas sólidas”, destacou.

No Brasil, a instituição responsável por conduzir e executar o programa em âmbito nacional é o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). “A participação do Inep nas avaliações educacionais é significativa. Estamos em condições de utilizar as melhores propostas e práticas de avaliação educacional. Trata-se de um momento de trocar ideias, encontrar parceiros e definir propostas de trabalho”, enumera o presidente do Inep, Manuel Palacios.

Referência internacional de objetivos educacionais, o Pisa tem um significado especial para o Brasil. Ao avaliar os estudantes brasileiros com 15 anos de idade, o levantamento serve para pensar estratégias sistêmicas, estabelecer metas de desenvolvimento educacional e de qualidade que tenham um parâmetro compartilhado com outros países. O diretor de Habilidades Educacionais da OCDE, Andreas Schleicher, destacou a expertise do Brasil em avaliações. “O Brasil foi um dos primeiros países a participar do Pisa, e a avaliação deve contribuir para o futuro dos alunos e para o avanço nos estudos”.

O evento híbrido é acompanhado por mais de cem representantes da educação que não puderam estar presentes em Brasília. A qualidade da aprendizagem e a formação de professores, diante de desafios como a inteligência artificial, bem como questões ambientais e de sustentabilidade, estão entre os temas discutidos no evento, no âmbito da educação básica no mundo.

OCDE – A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) dedica-se a analisar, comparar e melhorar políticas educacionais globalmente. Por meio de dados como o Pisa e o Education at a Glance, ela ajuda países, incluindo o Brasil, a aprimorar o desempenho, o financiamento e a equidade na aprendizagem. O Inep é responsável por coordenar o levantamento de dados nacionais para o Pisa.

PISA – A avaliação do programa é realizada a cada três anos e mede o conhecimento e as habilidades de estudantes de 15 anos, em matemática, leitura e ciências. A última aplicação ocorreu em 2025. No Brasil, a avaliação foi digital, com exceção dos questionários dos pais. Participaram do Pisa 10.798 estudantes, de 599 escolas das redes pública e privada.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Inep