MEC participa da preparatória para a CRES+5 em Cuba

Líderes da educação superior da América Latina e do Caribe participaram do encontro que antecede a conferência, a ser realizada de 13 a 15 de março, em Brasília

 

O Ministério da Educação (MEC) marcou presença, nos dias 7 e 8 de fevereiro, na quarta reunião preparatória do evento de seguimento da 3ª Conferência Regional de Educação Superior (CRES) 2018, intitulado CRES+5. Mais de 160 pessoas, líderes da educação superior da América Latina e do Caribe, reuniram-se em Havana, Cuba, para discutirem as minutas dos documentos-base, que abordam os 12 eixos temáticos do evento. A CRES+5 ocorrerá em Brasília, de 13 a 15 de março.  

Representaram o MEC a coordenadora-geral de Assuntos Internacionais da Educação Superior da Secretaria de Educação Superior (Sesu), Jaqueline Schultz, e o diretor de Relações Internacionais da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Rui Oppermann. Na ocasião, o diretor destacou a importância da reunião após o trabalho realizado durante mais de um ano em conjunto com o Instituto Internacional da UNESCO para a Educação Superior na América Latina e no Caribe (IESALC-UNESCO) e outros atores regionais para a construção da CRES+5 em Brasília.  

“A construção de políticas públicas também sai dos congressos e temos a responsabilidade de transformar os ecos que chegam até nós em um olhar para o futuro, honrando a CRES 2018, em Córdoba, e sem esquecer que temos grandes desafios, como o da Covid, que desafiou as nossas sociedades”, disse. 

Segundo ele, a reunião preparatória foi uma “oportunidade para refletir sobre como chegamos aqui e o que temos que contribuir para o futuro, para sair com um consenso sobre os 12 eixos e com um projeto de declaração final a ser debatido e aclamado em Brasília para a América Latina e o mundo”. 

Evento – Durante os dois dias, eles discutiram os 12 eixos temáticos da CRES+5, com base nos documentos de trabalho que foram desenvolvidos de forma aberta e consensual em toda a América Latina e nas Caraíbas. 

Miriam Alpízar, mestre de cerimônias, proferiu o discurso de boas-vindas em nome das mulheres do ensino superior em Cuba — como presidente da Comissão de Gênero do Ministério do Ensino Superior e da sua rede de instituições — e em nome das mulheres que fizeram parte do Conselho Diretivo do Instituto Internacional da UNESCO para a Educação Superior na América Latina e nas Caraíbas, do qual é vice-presidente. 

“Presto uma homenagem fiel e respeitosa a todas as mulheres, dirigentes, gestores, professores, investigadores, trabalhadores e estudantes do ensino superior cubano. Da mesma forma, reconheço e louvo as mulheres latino-americanas e caribenhas e de outras partes do mundo que engrandecem o trabalho do ensino superior na região e que foram protagonistas do seu desenvolvimento, projetando e contribuindo para um futuro melhor, com uma universidade digna destes tempos e do futuro”, ressaltou.  

Painel – O painel inaugural foi aberto com as palavras do vice-ministro de Educação Superior de Cuba, Reynaldo Velásquez Zaldívar. Ele descreveu esses dois dias de trabalho como transcendentais para a América Latina e o Caribe, pois contaram com líderes regionais decisores de políticas públicas que estão empenhados em orientar a educação superior para o futuro. “Da discussão em torno dos 12 eixos temáticos da CRES+5, sairá a educação superior que a região merece”, afirmou. 

Miguel Ángel Machado Rojas, presidente da Organização Continental Latino-Americana e Caribenha de Estudantes (Oclae), falou em nome da juventude da América Latina e do Caribe, sobre a necessidade de incluir as suas vozes no debate acerca das novas formas de ensino, o alcance da tecnologia, o acesso e o futuro da educação superior. Ele informou que a Oclae trabalhou nos eixos temáticos e nas consultas públicas, bem como propôs publicamente a criação de um Observatório Estudantil regional para pensar a universidade latino-americana e caribenha que é necessária. 

“Devemos participar da construção dos eixos e da declaração rumo ao encontro de Brasília. Esse é um chamado à ação: criar mobilidade estudantil, promover a internacionalização da educação superior e, assim, contribuir para o desenvolvimento regional a partir da América Latina: o futuro deve ter a ciência e o desenvolvimento social na perspectiva”, apontou. 

O painel inaugural foi encerrado por Francesc Pedró, diretor do IESALC-UNESCO. Ele reafirmou o papel da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) como plataforma de diálogo entre reitores, representantes de estudantes, acadêmicos, decisores políticos e representantes de instituições de educação superior, em prol de uma visão mais participativa da educação superior na região. 

“Em nome da UNESCO, gostaria de fazer um reconhecimento especial a todos vós aqui presentes pelo esforço que fizeram para se mobilizarem para contribuir e apoiar a orientação do nosso trabalho, a fim de traçar caminhos viáveis para o futuro daqui a cinco anos. Temos de fazer um esforço para saber que mensagens enviar sobre as prioridades que temos com contextos políticos que não são fáceis, mas com uma grande oportunidade numa reunião que é única no seu consenso: ajudar-nos a projetar esse consenso para o futuro”, concluiu.  

Fonte: MEC