O Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec) recebe até o dia 10 de maio inscrições para o Prêmio Fortec de Inovação 2026, que tem como objetivo reconhecer, valorizar e dar visibilidade a casos de sucesso em inovação realizados por instituições científicas, tecnológicas e de inovação (ICT), por meio da atuação de seus núcleos de inovação tecnológica (NIT) e em parceria com empresas associadas ao Fortec.
O prêmio terá as categorias patente concedida ou pedido de patente; cultivar; programa de computador (software); indicação geográfica e inovação social ou ambiental com base em propriedade intelectual. O edital está disponível neste link e as inscrições podem ser feitas aqui.
A premiação será conduzida em duas etapas, uma regional, que avalia os projetos por recorte geográfico, e outra nacional, que reúne os destaques para a seleção final. Os vencedores da etapa regional receberão certificado, medalha e divulgação em publicação específica do Prêmio Fortev de Inovação. Na etapa nacional, o vencedor receberá certificado, troféu, publicação na revista nacional da Fortec, promoção nas redes oficiais da Fortec e dos parceiros institucionais e voucher para utilização em ações de capacitação ou eventos promovidos pelo Fortec no período de 12 meses,
Os vencedores serão anunciados durante o 20º Encontro Nacional do Fortec, que ocorrerá entre 7 a 10 de julho de 2026, em Campina Grande (PB).
Prêmio Fortec 2025
A revista digital do Prêmio Fortec de Inovação 2025 publicou os 20 casos vencedores da primeira edição da premiação. De acordo com Ana Lúcia Vitale Torkomian, presidente do Fortec, os casos reunidos na revista demonstram a diversidade e a abrangência da inovação no país. “O Prêmio Fortec nasceu com o propósito de dar visibilidade a iniciativas que mostram, na prática, como a ciência produzida no Brasil pode gerar impacto real na sociedade. Esta revista é um retrato desse movimento, que conecta pesquisa, propriedade intelectual e desenvolvimento”, afirma Torkomian.
Na região Centro-Oeste, uma tecnologia desenvolvida na Universidade de Brasília (UnB), baseada em nanopartículas híbridas de carbono, potencializa o processo de fotossíntese e já é aplicada em mais de um milhão de hectares, evidenciando a capacidade de transformação de pesquisas de fronteira em soluções de escala.
Representando o Nordeste, o Instituto Federal da Bahia (IFBA) foi reconhecido com o ArejaBus, sistema de climatização natural para ônibus que reduz o calor interno e melhora a ventilação sem consumo de energia. A tecnologia já foi implementada em frotas urbanas e demonstra como soluções de baixo custo podem gerar impacto direto na qualidade do transporte público e na redução de emissões.
Na região Norte, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) estruturou uma cadeia produtiva de bioplástico a partir de resíduos de mandioca, integrando patente, comunidades ribeirinhas e startup em um modelo de sociobioeconomia com potencial de replicação em diferentes territórios.
Já no Sudeste, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) se destaca com o Preemie-Test, tecnologia voltada à identificação precoce de condições críticas em recém-nascidos, com potencial de aplicação em larga escala e impacto direto na redução da mortalidade neonatal.
No Sul, o programa de melhoramento genético de aveia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) contribuiu para transformar o Brasil de importador em um dos principais produtores mundiais, demonstrando o impacto de pesquisas de longo prazo na segurança produtiva e na economia agrícola.
Além desses exemplos, a revista reúne outras iniciativas nas áreas de saúde, software, educação digital, novos materiais, sustentabilidade e inovação social, com participação de instituições como UFSCar, UFAM, UTFPR, UFSM e UNEMAT.